Psiu, silêncio!


Acordo com a furadeira do vizinho, que parece estar furando a parede do meu quarto. Tenho a impressão de que, a qualquer momento, aparecerá um buraco ao lado da minha cabeça. Dou uns socos na parede, esperando que talvez ele perceba e pare com isso. Não conheço meu vizinho, mas acho que ele deve ter algum problema sério. Desde o início do ano que ele vive fazendo essas “reformas”. Esse barulho todo!

Vou pra aula daqui a pouco, e já sei o caos que encontrarei lá fora. Motoristas de ônibus e cobradores em greve, mais carros na rua... Na verdade, não sei se haverá aula, mas vou mesmo assim.

Sei que a noite não poderei ver minhas séries em paz porque haverá barulho de televisão, de gente rindo... E que, provavelmente, não vou poder dormir na hora que tiver vontade. Acabo dormindo na hora em que os outros vão dormir. Quando há silêncio. Quando as luzes se apagam e meu quarto fica realmente propício ao sono. Não faço o que quero - as minhas atitudes são condicionadas às vontades e atitudes dos outros.

Eu só queria alguns momentos de paz. Algumas horas por dia, pelo menos, sem o barulho dos cachorros, do vizinho ou do próprio encanamento. Queria paz e silêncio para concentrar, ler e refletir.

Pelo menos amanhã vou para minha “verdadeira casa”. E lá tenho esperanças de poder recuperar esses momentos de tranqüilidade que não tive no semestre. Acho que férias é pra isso, mesmo.

Mas enquanto amanhã não chega, escuto Beatles num volume super alto, pra tentar não ouvir as marteladas do vizinho...

2 comentários:

Anônimo disse...

Jonathan diz:

Poxa e eu axei que faculdade ia ser muito melhor que em casa :|
Quanto aos Beatles ....
Os vizinhos iriam me adorar xD

Rebecca Carvalho disse...

Apesar dos pesares... foi hilário, Léo!