Sábado eu fico aqui, domingo eu me mando pra lá
No natal eu passo mal, do ano-novo vou me livrar
Lá não tem presente
Aqui não tem assunto
Qual é a minha casa?
Onde eu vou morar?
Quem me dá abrigo?
Quem vai me escutar?
Sábado eu fico aqui, domingo eu me mando pra lá
Entre duas casas minha história nunca vai começar
Lá não tem meus livros
Aqui não tem respeito
[Kid Abelha – Duas Casas]
Morar longe de casa tem sido um grande desafio para mim. É estranha essa “independência” que de repente passa a fazer parte de nossas vidas. E eu me pergunto se é tão bom assim viver sozinho, ser “independente”. Os seres humanos têm essa necessidade de criar laços, se relacionar. Tá aí a importância da família, dos amigos, da vida social... A tal da independência que todos os jovens tanto querem não meio que nos previne um pouco disso? Eu acho que sim.
Por outro lado, tenho aprendido muito agora que estou longe da família. Percebo a cada dia que realmente cresci: não sou mais um adolescente. Tenho que lidar com meus próprios problemas, correr atrás dos meus objetivos, viver a minha vida!
Toda mudança é dolorosa. Não é fácil mudar, e acho que estou conseguindo agüentar isso tudo muito bem. Estou feliz, sim. Como qualquer pessoa normal, tenho meus momentos de tristeza e angústia. Mas com a ajuda dos amigos e da família (mesmo a distância), consigo erguer a cabeça e seguir em frente.
Se morar longe é bom, poder voltar para casa de vez em quando é melhor ainda. Fico dividido entre essas duas casas: já não sei onde realmente moro, já não sei de onde exatamente sentir saudades.
De uma coisa eu sei: estarei pronto para enfrentar desafios ainda maiores! Afinal, a vida é cheia deles, não?



