
Mas o relógio chama
E eu pulo da cama
Para fazer de novo o que eu sempre fiz

O celular desperta. Já é hora de levantar. Desligo e viro de lado: só mais cinco minutinhos. Mas só acordo meia hora depois quando a mãe acende a luz e me chama. Isso já virou rotina, e odeio não ser capaz de mudá-la. A manhã passa em um piscar de olhos, e sinto estar desperdiçando meu tempo. Sou um tanto exagerado [ou seria organizado?]: gosto de checklists e schedules. Escrevo tudo o que preciso fazer. E vou seguindo os passos. Fico um tanto perdido quando não tenho uma espécie de manual para seguir... Alguém tem, por favor, o livro “10 maneiras de fazer seu dia render”?
Ontem, na aula, eu observava a carteira de um colega que me irritava: havia livros espalhados de forma desorganizada, papéis amassados e outros materiais lá “jogados”. Senti vontade de ir até lá e organizar aquilo tudo. É mais ou menos isso que tento fazer com a minha vida, organizá-la e planejá-la nos mínimos detalhes. Mas nunca funciona como deveria, o que não é surpresa alguma.
Quando assisto a personagem Bree Van de Kamp em “Desperate Housewives” [ou a Elisa da versão em português, “Donas de Casa Desesperadas”] me pergunto se não sou tão chato quanto ela. Mas acho que não. Eu já mudei muito... Agora mesmo há materiais espalhados pela minha cama. Mas o que eu não consigo fazer mesmo é a minha manhã render...
Eu descanso do dia e de tudo que eu fiz
Por mais que eu tente fingir
Não é desse jeito que eu vivo feliz



