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My life in a few lines



Inspirado no quadro do Fantástico “A vida em 15 segundos”, em que pessoas são convidadas a contar sua história de vida em apenas um quarto de minuto, resolvi fazer a experiência. Tentei falar sobre meus 18 anos de vida em algumas poucas linhas:


“Nasci em cidade grande, mas cresci no interior. Sempre gostei muito de ler. Aos 12 anos me tornei voluntário e descobri uma grande paixão: o inglês. No ensino médio me tornei Jovem Embaixador e fiz uma grande viagem. Agora passei na Federal e estou de volta a cidade grande. Meu sonho? Conquistar o mundo!”


[Sim, eu consigo falar “tudo isso” em 15 segundos. Eu cronometrei!]

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Férias

O que são férias para você? Para mim é, basicamente, fazer nada. E por fazer nada eu quero dizer: dormir, comer, assistir TV, ler... Eu gosto disso. Adoro poder acordar [tarde] e pensar que não tenho nada de extrema importância para fazer. Posso deitar no sofá, escutar músicas, relembrar os bons tempos [olha a nostalgia!], assistir programas inúteis [até descobri que gosto de Vídeo Show], ver as minhas séries favoritas [Lost, Grey’s Anatomy, Heroes, Desperate Housewives, Friends, CSI, The new adventures of Old Christine, Smallville, Gossip Girl, Sex and the City, Gilmore Girls, Dexter, House, Kyle XY, Men in Trees, Pushing Daisies, Greek e outras mais], e curtir o presente que comprei para mim mesmo no último aniversário [o livro “49 contos de Tennessee Williams].

Mas, ao mesmo tempo, não gosto dessa inutilidade das férias. É por isso que planejei várias coisas para esse um mês: tirar a carteira de motorista, visitar meus amigos de longe, organizar a vida [ou pelo menos o quarto]... Mas tenho a impressão de que vou ficar devendo algumas coisas a mim mesmo. E fico super frustrado quando planejo e não realizo.

De vez em quando me pego desejando que as aulas recomecem logo. Mas tenho certeza de que logo no primeiro dia longe de casa estarei morrendo de saudades daqui: da família, dos filmes e séries de TV, do ‘não fazer nada’, dos planos não cumpridos...

Acho que a mãe está certa quando diz que para mim "nada é bom o suficiente"...

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There's no place like home

Finalmente de férias! Em casa... =]

Pois sempre tem
A cama pronta
E rango no fogão, fogão!...

Luz acesa
Me espera no portão
Pra você ver
Que eu tô voltando pra casa
E vê! ê! ê! ê! ê!
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez...
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Psiu, silêncio!


Acordo com a furadeira do vizinho, que parece estar furando a parede do meu quarto. Tenho a impressão de que, a qualquer momento, aparecerá um buraco ao lado da minha cabeça. Dou uns socos na parede, esperando que talvez ele perceba e pare com isso. Não conheço meu vizinho, mas acho que ele deve ter algum problema sério. Desde o início do ano que ele vive fazendo essas “reformas”. Esse barulho todo!

Vou pra aula daqui a pouco, e já sei o caos que encontrarei lá fora. Motoristas de ônibus e cobradores em greve, mais carros na rua... Na verdade, não sei se haverá aula, mas vou mesmo assim.

Sei que a noite não poderei ver minhas séries em paz porque haverá barulho de televisão, de gente rindo... E que, provavelmente, não vou poder dormir na hora que tiver vontade. Acabo dormindo na hora em que os outros vão dormir. Quando há silêncio. Quando as luzes se apagam e meu quarto fica realmente propício ao sono. Não faço o que quero - as minhas atitudes são condicionadas às vontades e atitudes dos outros.

Eu só queria alguns momentos de paz. Algumas horas por dia, pelo menos, sem o barulho dos cachorros, do vizinho ou do próprio encanamento. Queria paz e silêncio para concentrar, ler e refletir.

Pelo menos amanhã vou para minha “verdadeira casa”. E lá tenho esperanças de poder recuperar esses momentos de tranqüilidade que não tive no semestre. Acho que férias é pra isso, mesmo.

Mas enquanto amanhã não chega, escuto Beatles num volume super alto, pra tentar não ouvir as marteladas do vizinho...

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